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ALFAJOR: MANIA NACIONAL I

O meu post para estrear o mês de abril, depois de tanto chocolate da Páscoa, é sobre um assunto simplesmente delicioso e que eu amo e espero que após lê-lo você sinta uma vontade incontrolável de entrar num avião, chegar em BAires e fazer o taxista parar no primeiro quiosque, aqui chamamos kiosco, que encontrar para comer um delicioso alfajor e dizer: "Sí. Estoy en BAires!".


Pois bem, falemos então de alfajor (brasileiros fiquem ligados: se diz alfarror).
Apesar da Argentina ser mundialmente conhecida por este doce, o alfajor não é argentino. Ficou surpreso?! Pois é, sua origem está na cozinha árabe e nasceu na Espanha, mais específicamente na Andaluzia e era chamado “al-hasu”, alaju, que significa recheado. São dois biscoitos feitos de uma massa de farinha, açúcar, ovos, essência de limão e amêndoas, unidos por um recheio, o mais tradicional é o doce de leite. Todavia, com o passar dos anos surgiram os recheios de frutas (geléia), chocolate e creme de amendoim.
Podem ser cobertos com chocolate ao leite, chocolate branco, merengue ou simplesmente envoltos com coco ralado.
Os primeiros alfajores argentinos datam de 1869, quando o químico francês D. Augusto Chammás, abriu uma pequena indústria familiar dedicada a doces e confeitos.
Desde então o alfajor passou a fazer parte da dieta, do dia a dia dos argentinos.
Hoje existem nas mais diversas marcas e tipos. A maioria dos turistas que chegam a BAires vão direto a um Café Havanna para comer um, porque são os mais conhecidos pelo mundo, e acabam perdendo a chance de experimentar esta maravilha em suas diversas formas e matizes.
Para provar, a melhor dica é parar num kiosco ou casa de doces e se perder na variedade.
Aqui vai uma dica dos melhores alfajores que estão hoje no mercado e que são simplesmente imperdíveis. Mas ao estar aqui e quiser experimentar outras marcas, fique à vontade, o máximo que pode acontecer é você ficar chateado por ter engordado um pouco mais ;)

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